A fantasia acabou.
Sabe aquele casal de velhinhos que a gente olha aos 90 anos juntos e pensa "isso é o amor verdadeiro". O problema é que além de observar a gente idealiza e deseja algo assim e a gente passa a acreditar que aquela é a única forma do amor perfeito.
Sabe aquele executivo com o carro do ano, com um apartamento em bairro nobre e que vive falando bem do trabalho, do chefe e da empresa? Pois é, a gente pensa que esse é o emprego perfeito. E o problema não é pensar isso, mas desejar desesperadamente isso como se somente esse padrão de emprego fosse o ideal e como se somente assim existisse a tal realização profissional.
Aí a gente descobre que o velhinho daquele casal perfeito traiu a velhinha a vida inteira, ou descobre que a velhinha na verdade amou outro a vida inteira e que só casou com aquele homem por conveniência.
E descobre também que o executivo do emprego perfeito na verdade é o filho do dono da empresa que não tem talento nenhum ou descobre que ele não queria ser executivo, mas piloto de avião e é frustrado por isso, mas vive de aparências.
E aí a gente descobre que nenhuma idealização é real, é só e simplesmente um ideal.
E descobre que que viver de 'realidades' é sem graça, mas que viver de ilusões cansa.
E descobre que a fantasia um dia acaba, seja do emprego ou do amor, ela sempre acaba.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Saudade de mim
Ando sentindo saudade de mim. Tô precisando de um espaço só meu. Pra pensar, pra dormir, pra sonhar, pra realizar, pra comer, tomar banho de mar, pra fazer qualquer coisa.
Parece egoísmo, mas não é! E me sinto culpada só em escrever isso aqui (é difícil pacas tornar concreto o que tá só no pensamento).
Depois que virei mãe não pude desejar nada mais só meu. E se desejo lá no íntimo, me sinto culpada. Mas será que estou errada em desejar um espaço só meu? Será que estou certa em sentir culpa? Será que existe um certo e um errado nisso tudo?
Não sei! E o não saber está me matando... de culpa. Ser mãe de primeira viagem é difícil por ser tudo novo. Os sentimentos são novos, a rotina é nova, os desejos, os pensamentos, tudo, tudo novo! Sou uma nova pessoa, mas em algum lugar dentro de mim continuo sendo a mesma.
E não pense que eu quero um tempo sem a minha pequena! Agora que ela existe em minha vida eu nem sei se saberei ter esse tal espaço só meu que ando desejando... o que sei é que de uma forma ou de outra eu estou sentindo saudades de mim.
Parece egoísmo, mas não é! E me sinto culpada só em escrever isso aqui (é difícil pacas tornar concreto o que tá só no pensamento).
Depois que virei mãe não pude desejar nada mais só meu. E se desejo lá no íntimo, me sinto culpada. Mas será que estou errada em desejar um espaço só meu? Será que estou certa em sentir culpa? Será que existe um certo e um errado nisso tudo?
Não sei! E o não saber está me matando... de culpa. Ser mãe de primeira viagem é difícil por ser tudo novo. Os sentimentos são novos, a rotina é nova, os desejos, os pensamentos, tudo, tudo novo! Sou uma nova pessoa, mas em algum lugar dentro de mim continuo sendo a mesma.
E não pense que eu quero um tempo sem a minha pequena! Agora que ela existe em minha vida eu nem sei se saberei ter esse tal espaço só meu que ando desejando... o que sei é que de uma forma ou de outra eu estou sentindo saudades de mim.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Ano bom

E nesse ano aconteceu tanta coisa!!!
Na primeira quinzena de janeiro descobri que estava grávida! E tudo começou a mudar.
Corpo, pensamentos, sentimentos, emoções.
Mudei de emprego. Mudei de cidade por 2 meses.
Conheci novos lugares. Conheci novas pessoas.
Fiz novos amigos. Perdi o contato diário com alguns.
Foi um ano de muitas mudanças. Muitas descobertas, algumas decepções e o melhor presente que um ser humano pode ganhar.
Ganhei uma filha. Uma filha linda que me encanta e me apaixona a cada dia.
Que venha 2012! Com novos presentes e novas aventuras. Muita saúde e muita paz no coração.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Um leão por dia...
Às vezes nos sentimos exaustas. E eu tenho me sentido assim com uma certa frequência.
Tem uns 15 dias que eu fiquei gripada. Repousei como pude, tomei remédios naturais e melhorei. Melhorei? Nada. Uma semana depois ela voltou. Gripe, garganta, crise de alergia, febre... aff! E eu? Um caco!
A minha bebê linda está com 3 meses e só amamenta. E depende de mim pra tudo. Ou seja, sem remédios fortes e sem repouso. Ainda não consegui me recuperar e a cada dia me sinto mais cansada.
E na trégua que a gripe me deu, o meu peito ficou rachado e em carne viva por causa de um fungo... problema pouco é bobagem!
Imunidade baixíssima a parte, o meu emocional está zero.
Sinto falta da minha mãe, sinto falta de ser filha... sinto falta de tanta coisa.
Vou matando um leão por dia pra dar conta da gripe, do cansaço, da saudade e principalmente para dar conta de ser mãe (sem ser filha).
Tem uns 15 dias que eu fiquei gripada. Repousei como pude, tomei remédios naturais e melhorei. Melhorei? Nada. Uma semana depois ela voltou. Gripe, garganta, crise de alergia, febre... aff! E eu? Um caco!
A minha bebê linda está com 3 meses e só amamenta. E depende de mim pra tudo. Ou seja, sem remédios fortes e sem repouso. Ainda não consegui me recuperar e a cada dia me sinto mais cansada.
E na trégua que a gripe me deu, o meu peito ficou rachado e em carne viva por causa de um fungo... problema pouco é bobagem!
Imunidade baixíssima a parte, o meu emocional está zero.
Sinto falta da minha mãe, sinto falta de ser filha... sinto falta de tanta coisa.
Vou matando um leão por dia pra dar conta da gripe, do cansaço, da saudade e principalmente para dar conta de ser mãe (sem ser filha).
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Acordei com esse pensamento
Prefiro verdades que machucam do que mentiras que iludem...
E ao contrário de Cazuza, mentiras sinceras não me interessam.
Sem mais.
E ao contrário de Cazuza, mentiras sinceras não me interessam.
Sem mais.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Nenhuma surpresa
No sábado quando cheguei do shopping, meu marido estava em casa com a pequena e com minha sogra.
Já cheguei meio confusa da cabeça, mas precisava amamentar. Tomei um banho e peguei a minha linda bebê.
Conversa vai e conversa vem surgiu o assunto do Natal.
*Na casa da minha sogra tem um cachorro e na casa da minha irmã também.
A Minha bebê tem apenas dois meses e de acordo com a orientação da pediatra é bom evitar muitas coisas, entre elas contato com cachorro, gato e afins. Sei que muita gente acha frescura e até cria filhos junto com animais, mas eu sempre quis ter um cachorro e meu marido sempre resistiu a isso, então, já que não tenho, optei por evitar esse contato da pequena com os dogs, por enquanto.
Fui na casa da minha irmã e o cachorrinho dela ficou preso todo o tempo que ficamos lá.*
Voltando para a conversa vai e conversa vem do sábado, quando a minha sogra sugeriu um almoço de Natal na casa dela, o meu único pedido foi para que o cachorrinho ficasse preso enquanto Alice estivesse por lá.
E para minha surpresa, quer dizer, surpresa não, mas para minha dor, a resposta foi negativa. O cachorrinho não poderia ficar preso. A escolha da minha sogra foi não receber a neta dela em casa.
Quem me conhece sabe que eu adoro cachorros e nunca pediria nada que fosse maltratar um animal, apenas queria um cuidado maior com a minha filha, que não tomou todas as vacinas e que ainda está com o sistema imunológico em desenvolvimento. Mas, infelizmente, tive a constatação de que a minha pequena não vai ter vó do jeito que eu desejei que ela tivesse.
A minha mãe já faleceu e a minha sogra prefere ser mãe (ou vó) de um cachorro.
Ps. Chorei e chorei muito... pela crise de identidade e por mais uma decepção com essa família que eu "escolhi".
Já cheguei meio confusa da cabeça, mas precisava amamentar. Tomei um banho e peguei a minha linda bebê.
Conversa vai e conversa vem surgiu o assunto do Natal.
*Na casa da minha sogra tem um cachorro e na casa da minha irmã também.
A Minha bebê tem apenas dois meses e de acordo com a orientação da pediatra é bom evitar muitas coisas, entre elas contato com cachorro, gato e afins. Sei que muita gente acha frescura e até cria filhos junto com animais, mas eu sempre quis ter um cachorro e meu marido sempre resistiu a isso, então, já que não tenho, optei por evitar esse contato da pequena com os dogs, por enquanto.
Fui na casa da minha irmã e o cachorrinho dela ficou preso todo o tempo que ficamos lá.*
Voltando para a conversa vai e conversa vem do sábado, quando a minha sogra sugeriu um almoço de Natal na casa dela, o meu único pedido foi para que o cachorrinho ficasse preso enquanto Alice estivesse por lá.
E para minha surpresa, quer dizer, surpresa não, mas para minha dor, a resposta foi negativa. O cachorrinho não poderia ficar preso. A escolha da minha sogra foi não receber a neta dela em casa.
Quem me conhece sabe que eu adoro cachorros e nunca pediria nada que fosse maltratar um animal, apenas queria um cuidado maior com a minha filha, que não tomou todas as vacinas e que ainda está com o sistema imunológico em desenvolvimento. Mas, infelizmente, tive a constatação de que a minha pequena não vai ter vó do jeito que eu desejei que ela tivesse.
A minha mãe já faleceu e a minha sogra prefere ser mãe (ou vó) de um cachorro.
Ps. Chorei e chorei muito... pela crise de identidade e por mais uma decepção com essa família que eu "escolhi".
sábado, 26 de novembro de 2011
Crise de identidade...
É isso mesmo: c-r-i-s-e de i-d-e-n-t-i-d-a-d-e!!!
Depois de dois meses e meio fui ao shopping. Deixei o marido com a pequena e fui.
Não que eu não soubesse que as coisas iram mudar, que o meu corpo mudaria, mas foi mais do que isso. O que mudou mesmo foi o que eu vi no espelho. Eu não consegui enxergar nem o que eu era, nem a grávida (lógico, já que não tem mais barriga) e nem o que eu sou...
Fiquei em crise! Não sou mais a grávida, não sou mais a mulher-menina que eu era... e agora? Tudo tão estranho. Só sei que me senti péssima. Fiquei triste. Não sei explicar o que senti, só sei que fiquei confusa.
Crise de identidade. Isso mesmo. Acho que ficarei um tempo me sentindo assim, alternando entre a mulher-menina e a mãe-mulher até me encontrar.
Bom, no final comprei uma roupinha e calcinhas... para Alice.
Depois de dois meses e meio fui ao shopping. Deixei o marido com a pequena e fui.
Quando estava grávida passava pelas lojas que eu gostava e ficava olhando as roupas com muita vontade de comprar, mas pensava "quando Alice tiver uns dois meses eu vou no shopping fazer um estrago".
Quando eu estava grávida a minha referência era o meu corpo antes de engravidar, eram as roupas que eu vestia, era o que eu era, o que eu enxergava em mim. E me vestia de acordo com o que eu via no espelho e gostava.
Então fui... Entrei em uma loja de departamento e peguei várias roupinhas para experimentar: short, blusinha, sainha... roupas de verão e fui para o provador bem contente. Vesti um, dois, três...e o que vi (ou que não vi) me deixou em choque. O meu número permanece o mesmo, as roupas deram em mim, mas eu não me enxerguei nas roupas... roupas que eu vestia e gostava antes de engravidar.
Não que eu não soubesse que as coisas iram mudar, que o meu corpo mudaria, mas foi mais do que isso. O que mudou mesmo foi o que eu vi no espelho. Eu não consegui enxergar nem o que eu era, nem a grávida (lógico, já que não tem mais barriga) e nem o que eu sou...
Fiquei em crise! Não sou mais a grávida, não sou mais a mulher-menina que eu era... e agora? Tudo tão estranho. Só sei que me senti péssima. Fiquei triste. Não sei explicar o que senti, só sei que fiquei confusa.
Crise de identidade. Isso mesmo. Acho que ficarei um tempo me sentindo assim, alternando entre a mulher-menina e a mãe-mulher até me encontrar.
Bom, no final comprei uma roupinha e calcinhas... para Alice.
Sorte dela ;-)
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